quinta-feira, outubro 16, 2008

Habitação: comissões de imobiliárias no IRS

Se vendeu ou pensa vender casa através de uma agência, deduza a comissão no cálculo das mais-valias.

Até 2004, o fisco aceitava as despesas com imobiliárias no IRS. Em 2005, voltou com a palavra atrás e os contribuintes passaram a deduzir só o Imposto Municipal sobre Transmissões, encargos notariais e de registo predial. Porém, um novo parecer da administração fiscal, de Setembro, esclarece que estas comissões são necessárias à venda e podem, afinal, ser deduzidas no cálculo das mais-valias.

Se vendeu a sua casa em 2007 e não declarou ou o fisco recusou estas despesas, ainda pode ser reembolsado. Apresente uma reclamação graciosa na página das declarações electrónicas, caso tenha senha de acesso (Justiça tributária > Reclamações > Entregar). Pode também reclamar no serviço de finanças da sua área, com os modelos que disponibilizamos. A reclamação deve ser enviada até 150 dias após a data em que recebeu a nota de liquidação. Guarde uma cópia. Se já reclamou, só tem de aguardar que o fisco regularize a situação.

Para comprovar este encargo, reúna os seguintes documentos:

contrato de angariação (identifica o imóvel, preço pretendido para venda e comissão);
escritura de compra e venda (imóvel, preço de venda e referência à intervenção da mediadora);
factura e recibo da prestação do serviço, com o contrato ou dados do imóvel a que respeita;
informação vinculativa da Direcção-Geral dos Impostos (ver Documentos adicionais).
Se vendeu entre 2004 e 2006, inclusive, fique atento ao nosso portal e publicações. Já pedimos ao director-geral dos Impostos e provedor de Justiça o reembolso dos contribuintes prejudicados nestes anos.

sexta-feira, outubro 10, 2008

CML quer vender edifícios avaliados entre 13,9 e 19,5 milhões

Autarquia aliena edifícios para instalar hotéis de charme

A Câmara Municipal de Lisboa quer vender seis edifícios para instalação de hotéis de charme, avaliados entre 13,9 e 19,5 milhões de euros.

A lista de imóveis que a autarquia pretende alienar, inclui o Palácio Braamcamp, Palácio Pancas Palha, Palácio do Machadinho, Palácio Benagazil, um edifício na Rua da Atalaia e um outro no Largo Rodrigues de Freitas, avança a «Lusa».

O Palácio Pancas Palha é o mais valioso edifício deste património, avaliado entre 4,5 e cinco milhões de euros, seguido do Palácio Machadinho, com uma avaliação entre 3,7 e 3,9 milhões de euros.

O Palácio Braamcamp foi avaliado entre 2,3 e 2,5 milhões de euros, o Palácio Benagazil entre 1,4 e 3,8 milhões de euros, o edifício na Rua da Atalaia entre 0,4 e 2 milhões de euros e o edifício no Largo Rodrigues de Freitas entre 1,6 e 2,3 milhões de euros.

A intenção de alienar seis edifícios para a instalação de hotéis de charme foi anunciada terça-feira pelo presidente da Câmara, António Costa (PS), durante a Assembleia Municipal.

O autarca adiantou serem «edifícios devolutos ou com uma utilização pouco adequada».

Além do encaixe financeiro para a autarquia, a alienação destes edifícios irá contribuir para «aumentar a qualificar a oferta hoteleira» da capital, referiu.

Segundo António Costa, durante este mandato autárquico foram aprovadas licenças de construção de onze unidades hoteleiras e projectos de arquitectura para seis, o que se traduzirá em mais 3.990 camas na cidade.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Governo quer arrecadar 834 M€ em 12 anos com a venda de imóveis militares

O Governo quer arrecadar cerca de 834 milhões de euros (M€) ao longo dos próximos 12 anos, através da rentabilização dos imóveis militares, prevista na nova Lei de Programação das Infra-estruturas Militares, aprovada no início do mês. E, ontem foi aprovada a lista dos 195 imóveis da Defesa que serão rentabilizados até 2020, 25% dos quais não será colocado para venda, devido a tratar-se de património classificado.
Os quartéis da Calçada da Ajuda, em Lisboa, ou o Convento de Santa Clara, em Coimbra, são alguns exemplos de imóveis listados que, embora devam ser rentabilizados, não poderão ser vendidos. Em declarações á imprensa, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira explicou que «vários edifícios podem ter melhor rentabilização com uma figura privatística que não apenas a venda», ou seja «podem ser rentabilizados através, por exemplo, de uma concessão, que se faz a ‘xis’ ao ano». O ministro continuou, adiantando que nesses casos «o domínio continua a ser público, mas os agentes económicos dessa concessão podem explorar o imóvel durante o período em que for dada essa concessão. E aqui entram também as parcerias público-privadas e o arrendamento». Recorde-se que a lei prevê a rentabilização de 195 imóveis, mais do que os 160 inicialmente previstos, que incidem sobretudo em Lisboa (11%), Chaves, Santarém, Elvas e Setúbal, mas também em Oeiras, Cascais, Madeira e Açores.

Banco Europeu de Investimento aprovou crédito de 200 M€ para Reabilitação Urbana

O Banco Europeu de Investimento já aprovou o empréstimo de 200 M€ pedido pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), com o objectivo de fazer frente aos compromissos assumidos pelo Estado no que respeita a reabilitação urbana e construção de habitações sociais. Actualmente, o IHRU está a realizar uma análise técnica que visa definir quais os municípios que serão contemplados com financiamento.
A verba, agora disponibilizada, será repartida por dois programas, o Prohabita – que visa dar resposta a carências dos municípios ao nível do arrendamento, reabilitação e novas construções - e o programa Especial de Realojamento (PER) – que tem como meta a erradicação de barracas em Lisboa e Porto.

Fundos Especiais de Investimento Imobiliário ganham terreno

Os Fundos Especiais de Investimento Imobiliário (FEII) têm vindo a ganhar terreno em Portugal, com o seu valor sob gestão a aumentar de mês para mês. De acordo com os últimos dados da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), no final do passado mês de Agosto, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) eram responsáveis, no seu conjunto, pela gestão de 9.409,4 milhões de euros (M€), um valor inferior em 1,5% ao registado no mês de Julho. Pelo contrário, no mesmo período, verificou-se um aumento de 2,2 % no valor sob gestão dos FEII, que ascendeu aos 981,8 M€.
Durante o mês passado, foram 223 os fundos em actividade, dos quais 208 fechados (correspondendo a 58,6 % do total gerido pelo sector). Foram constituídos três novos fundos especiais de investimento imobiliário fechados, o Domus Capital, o Prime Properties e o Norfundo, todos sob gestão da Interfundos. Em Agosto foi liquidado o fundo de investimento imobiliário fechado Baixa Chiado, sob gestão da Atlantic. O valor dos bens imóveis localizados em Estados da União Europeia era de 11.974,8 M€, evidenciando uma ligeira variação mensal positiva de 0,1%. O investimento em bens imóveis localizados fora da União Europeia manteve o seu carácter residual. No final do mês de Agosto de 2008, a Fundimo detinha a maior quota de mercado (13%), seguida pela ESAF (11,3%) e pela Interfundos (10,6%). Estas três sociedades geriam 34,9% do património imobiliário detido por fundos, a que correspondia um maior grau de concentração relativamente ao verificado no mês de Julho. O valor administrado pelos 10 maiores fundos representava, no mês de Agosto, 41,7% do valor total gerido pelo sector.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Rendas aumentam 2,8% no próximo ano

Aplicado nos contratos de arrendamento habitacional celebrados após 15 de Outubro de 1990 e nos não habitacionais após 30 de Setembro de 1995

O valor oficial só será conhecido dentro de semanas, mas já é possível saber qual vai ser a actualização das rendas no próximo ano: 2,8%, mais três décimas do que no ano passado, e um valor superior à inflação para 2009 estimada pelo Banco de Portugal (BdP), que aponta para um aumento médio de preços de 2,5%, escreve o «Jornal de Negócios».

Este valor será aplicado nos contratos de arrendamento habitacional celebrados após 15 de Outubro de 1990 e nos contratos não habitacionais celebrados após 30 de Setembro de 1995. Isto se inquilinos e proprietários não tiverem definido nos contratos um regime de actualização diferente.

Nos casos de contratos celebrados antes de 1990, as regras são diferentes: podem ser alvo de actualização extraordinária, que depende do estado de conservação das casas e do valor do imóvel. Já nos contratos anteriores a 1980, para além do que acaba de ser referido, intervêm ainda factores de correcção, que podem agravar o aumento.

quarta-feira, julho 23, 2008

Londres continua a ser o maior centro comercial do mundo à frente de Nova Iorque

Lisboa é o 46º maior centro comercial do mundo, numa lista liderada por Londres e Nova Iorque. A capital portuguesa lidera na estabilidade económica mas perde na criação de conhecimento e no fluxo financeiro e de informação.

O "ranking" realizado pela MasterCard confirmou Londres como maior centro comercial do mundo, pelo segundo ano consecutivo. O "top five" desta lista é ainda constituído por Nova Iorque (2º), Tóquio (3º), Singapura (4º) e Chicago (5º).

Bem mais baixo, na 46º posição, aparece Lisboa, com 46,5 pontos (em 2006 não surgia no "ranking"). Este índice é calculado como base em sete componentes, sendo eles: quadro político e legal, estabilidade económica, facilidade de fazer negócios, fluxo financeiro, centro de negócios, criação de conhecimento e fluxo de informação e qualidade de vida.

A capital portuguesa lidera na estabilidade económica (91,7 pontos) mas perde nas componentes de fluxo financeiro (15,4 pontos), centro de negócios (17,8 pontos), criação de conhecimento e fluxo de informação (16,6 pontos).

Na qualidade de vida, Lisboa atinge os 86,1 pontos e na primeira componente (quadro politico e legal) atinge os 76,5 pontos.

No "top ten" deste "ranking" surgem quatro cidades europeias (Londres, Paris, Frankfurt e Amesterdão) mas foi a cidade de Xangai que registou a maior melhoria face a 2007. A cidade de Santiago registou a maior queda do ano, ao cair para da posição 39 para a 53.

Vancouver lidera o "ranking" das cidades com melhor qualidade de vida, mas ainda assim caiu nove lugares no geral para a 37ª posição.

segunda-feira, julho 21, 2008

Governo proíbe bancos de cobrarem comissão na renegociação de crédito

Clientes dos bancos não podem ser pressionados a subscreverem outros produtos associados ao crédito

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros um decreto-lei que proíbe os bancos de cobrarem qualquer montante pela renegociação de contratos de crédito.

O decreto-lei visa estabelecer «mecanismos de protecção no âmbito do crédito à habitação», proibindo assim «às instituições de crédito a cobrança de qualquer montante» pela «renegociação das condições do empréstimo à habitação», pode ler-se no comunicado emitido após a reunião dos governantes.

Os bancos têm como prática a cobrança de uma comissão quando os clientes solicitavam a renegociação das condições dos seus contratos de crédito, como o alargamento do prazo ou a redução do spread.

Com isto, o Governo quer «reforçar as condições de mobilidade empréstimos para habitação e eliminar quaisquer obstáculos comerciais que existam à renegociação das condições destes empréstimos», deixando assim o consumidor, cliente da banca, mais protegido.

Subida dos juros e custo de vida não deixa pagar prestações

O número de portugueses a tentar renegociar com os bancos, devido às dificuldades em pagar as prestações mensais, decorrente não só da subida das taxas de juro, mas também do custo de vida em geral, tem aumentado nos últimos tempos.

Mais do que impedir os bancos de se aproveitarem desta situação, o Governo quer também ver facilitada a transferência dos contratos de crédito entre instituições. Por isso, quer ver garantido que «a transferência do crédito entre instituições bancárias não prejudica a validade do contrato de seguro subjacente, sem prejuízo da substituição do beneficiário da apólice pela nova instituição mutuante».

E mais, quer impedir que os clientes dos bancos sejam pressionados a subscrever outros serviços associados ao crédito. «Passa a constituir uma prática comercial vedada fazer depender a renegociação do crédito de exigências adicionais, nomeadamente, do investimento em produtos financeiros ou da observância de determinadas condições de utilização do cartão de crédito», acrescenta o comunicado.

No momento actual, defende o Governo, «importa adoptar medidas legislativas que possam resultar numa efectiva diminuição do peso deste encargo no orçamento familiar, eliminando barreiras económicas ou legais que ainda subsistam quer à mobilidade dos empréstimos quer à renegociação das respectivas condições, num quadro de promoção da concorrência no sistema financeiro».

sexta-feira, julho 18, 2008

Valorização da habitação no Algarve beneficia do arrefecimento em Espanha

De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário (ICI), uma medida da valorização da habitação, o mercado habitacional algarvio dá sinais de poder ser beneficiado com o arrefecimento sentido em Espanha, sendo uma das regiões nacionais que mais tem acentuado o seu ritmo de valorização nos últimos meses. Em Maio, a habitação no Algarve valorizou 4,4% em termos médios anuais, superando zonas de maior valor como as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. O segmento dos fogos novos foi o que registou um maior ritmo de valorização, passando para terrenos positivos, depois de uma taxa de valorização média anual de -3,3% em Janeiro deste ano.
o stock final de oferta de habitação ascendia a 18,9 mil, um volume de oferta correspondente a 6% do parque habitacional da região, que nos últimos Censos (2001) se estimava rondar os 325 mil fogos. Os mesmos dados revelam que os concelhos de Albufeira, Olhão e Portimão são aqueles onde a taxa de oferta apresenta valores mais elevados, traduzindo um maior volume de oferta de alojamentos face ao parque habitacional existente. Albufeira lidera a lista, com uma taxa de oferta de 10%. Olhão, Portimão e Faro estão também acima da média do mercado (6%), enquanto que os restantes concelhos registam taxas de oferta abaixo desse valor. O ritmo de valorização do mercado residencial continuou a acelerar em Maio, registando uma variação mensal de 0,4% e uma taxa de valorização média anual (que compara a variação média do índice nos últimos 12 meses face aos 12 meses anteriores) de 2,1%, esta última traduzindo um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao valor registado em Abril. Especialmente importante por coincidir com um período de incerteza e instabilidade macroeconómica, esta performance revela uma evidente recuperação do ICI, também visível na taxa de variação homóloga (apurada pelo confronto do ICI no mês de Maio face a Maio do ano anterior), que ascendeu a 4,2%. Esta taxa duplicou nos últimos quatro meses, um registo que, a manter-se, permitirá antever taxas de valorização anuais acima dos 3% em 2008. O segmento de habitação nova é o principal motor para esta performance, ainda que os fogos usados tenham igualmente registado um comportamento melhorado. Verifica-se um aumento do prémio nos valores praticados nos fogos novos face aos usados, que num ano passou de 13% para 17% e que foi especialmente sentido na Área Metropolitana do Porto. De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário, estes dados traduzem uma realidade segundo a qual a construção nova, que tem vindo a reduzir, se orientar fundamentalmente para a gama alta do mercado. Todo este enquadramento explica a razão pela qual o mercado de novos registou, em Maio, uma taxa de valorização média anual de 2,3%, devendo subir de forma rápida, mercê de uma taxa homóloga que atinge já os 5,4%. No caso dos usados, a valorização média anual em Maio foi de 1,8%. O Índice Confidencial Imobiliário é a mais longa série sobre imobiliário em Portugal e o seu início remonta a Janeiro de 1988. Trata-se de um indicador de inflação do valor da habitação em oferta no Continente, assentando numa metodologia que contempla procedimentos de ajustamento de qualidade (via estratificação e estimação de preços hedónicos), minimizando o impacto da alteração temporal do mix de oferta. O ICI recorre à informação disponível no portal imobiliário LardoceLar.com, que em 2007 registou um total acumulado de 450 mil imóveis, provenientes de 1.388 empresas de mediação. Para além do Continente, o índice incide sobre a Área Metropolitana de Lisboa, a Área Metropolitana do Porto, as regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve.

segunda-feira, julho 14, 2008

Moradia - T5+1 - Porto (Foz)

Valor das casas deve subir 3% este ano apesar da crise

Índice Confidencial Imobiliário revela dados de Maio

Casas novas impulsionam valorização do mercado da habitação

De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário (ICI), uma medida da valorização da habitação, o ritmo de valorização do mercado residencial continuou a acelerar em Maio,
confirmando a boa performance dos últimos meses, que veio romper com a fase de estagnação sentida até Janeiro passado.

«Em Maio, o ICI registou uma variação mensal de 0,4% e uma taxa de valorização média anual (que compara a variação média do índice nos últimos 12 meses face aos 12 meses
anteriores) de 2,1%, esta última traduzindo um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao valor registado em Abril», explica a Imométrica, empresa responsável pelo índice, em comunicado.

«Especialmente importante por coincidir com um período de incerteza e instabilidade macroeconómica, esta performance revela uma evidente recuperação do ICI, também visível na taxa de variação homóloga (apurada pelo confronto do ICI no mês de Maio face a Maio do ano anterior), que ascendeu a 4,2%», acrescenta. A taxa duplicou nos últimos quatro meses, e tudo indica que, a manter-se, permitirá antever taxas de valorização anuais acima dos 3% em 2008.

Casas novas valem mais 17% que usadas

O segmento de habitação nova é o principal motor para esta performance, ainda que os fogos usados tenham igualmente registado um comportamento melhorado.

Verifica-se um aumento do prémio nos valores praticados nos fogos novos face aos usados, que num ano passou de 13% para 17% e que foi especialmente sentido na Área Metropolitana do Porto. De acordo com o Índice Confidencial Imobiliário, estes dados traduzem uma realidade segundo a qual a construção nova, que tem vindo a reduzir, se orienta fundamentalmente para a gama alta do mercado.

Todo este enquadramento explica a razão pela qual o mercado de novos registou, em Maio, uma taxa de valorização média anual de 2,3%, devendo subir de forma rápida, mercê de uma taxa homóloga que atinge já os 5,4%. No caso dos usados, a valorização média anual em Maio
foi de 1,8%.

Algarve continua a valorizar acima do mercado

O mercado habitacional algarvio dá sinais de poder ser beneficiado com o arrefecimento sentido em Espanha, sendo uma das regiões que mais tem acentuado o seu ritmo de
valorização nos últimos meses, considera a empresa em comunicado.

Em Maio, a habitação no Algarve valorizou 4,4% em termos médios anuais, superando zonas de maior valor como as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

O segmento dos fogos novos foi o que registou um maior ritmo de valorização, passando para terrenos positivos, depois de uma taxa de valorização média anual de -3,3% em Janeiro deste ano.

O Índice Confidencial Imobiliário é a mais longa série sobre imobiliário em Portugal e o seu início remonta a Janeiro de 1988. Trata-se de um indicador de inflação do valor da habitação em oferta no Continente, assentando numa metodologia que contempla procedimentos de ajustamento de qualidade (via estratificação e estimação de preços hedónicos), minimizando o impacto da alteração temporal do mix de oferta. O ICI recorre à informação disponível no portal imobiliário LardoceLar.com, que em 2007 registou um total acumulado de 320 mil imóveis, provenientes de 1.388 empresas de mediação. Para além do Continente, o índice incide sobre a Área Metropolitana de Lisboa, a Área Metropolitana do Porto, as regiões Norte, Centro, Alentejo e Algarve.

quarta-feira, julho 09, 2008

Investimento imobiliário cai 44% na Europa

Mercados principais representaram menos de metade

O investimento directo total em imobiliário na Europa alcançou os 69 mil milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, o que supõe uma queda de 44 por cento.

Os dados são da Jones Lang LaSalle que adianta que o Reino Unido, Alemanha e França, que habitualmente captam dois terços do montante global, contabilizaram pouco mais de metade da actividade total e os seus volumes caíram para 35 mil milhões. Representa uma queda de 60% destes mercados.

Fonte: Agência Financeira

Mar Shopping é o nome do Centro Comercial Ikea

Projecto deverá abrir portas no final do ano e criar quase 3 mil empregos

O novo centro comercial da IKea em Matosinhos já tem nome. Trata-se do Mar Shopping e foi escolhido entre 65 propostas.

Recorde-se que o projecto foi lançado no passado mês de Abril mas deixou em aberto o nome para que os visitantes baptizassem o espaço.

O centro comercial IKEA, que conta com uma loja do grupo e deverá abrir portas no último trimestre do ano, deverá captar cerca de 15 milhões de visitantes no 1º ano e o objectivo «é manter o ritmo de crescimento nos anos seguintes», referiu na altura pelo director do projecto, Vasco Santos, à Agência Financeira.

Este centro comercial, que exige um investimento de 170 milhões de euros, deverá criar 2.800 postos de trabalho directos e 110 indirectos.

Fonte: Agência Financeira

Moradia Ponte de Lima

terça-feira, julho 01, 2008

Requisitos ambientais travam 32 candidatos a PIN

Projectos como a Herdade da Apostiça, em Sesimbra, o Golf Resort do Boquilobo, em Torres Novas, o Nautilus Island, no Vale do Lobo, em Loulé, e o Centro Comercial El Corte Inglês, em Cascais, são alguns dos 32 projectos candidatos ao estatuto de potencial interesse nacional (PIN) cujos requisitos ambientais para integrarem o sistema falharam.De acordo com o portal Ambiente Online (AO), o empreendimento FunZone Village - Douro, um empreendimento turístico que previa um investimento de 250 milhões de euros e a criação de 1300 postos de trabalho no concelho de Alfândega da Fé, é um dos mais recentes exemplos de projectos a sair da lista dos PIN.
Outro projecto, o Nautilus Island, da autoria da empresa Vale do Lobo, que se materializaria na crianção e desenvolvimento de uma ilha artificial com uma área de cerca de 100 há, foi igualmente chumbado pelo Ministério do Ambiente (MA). Segundo apurou o AO, para a Vale do Lobo a principal razão que travou este projecto constitui-se pela "forma amiga do ambiente para travar, a longo prazo, a erosão a que a costa do Algarve tem sido sujeira". No entanto, esta posição foi rebatida pelo Ministério do Ambiente, ao considerar que o Nautilus Island geraria novas edificações e ocupações, que teriam de ser artificialmente defendidas das acções energéticas do mar, para além de que a ilha, que pudesse proteger localmente a costa situada à sua retaguarda, afectaria negativamente os trechos de praia contíguos a nascente e a poente.

Fonte: Vida Imobiliária

39 M€ para construir Centro de Mar em Viana do Castelo

O Centro de Mar, estrutura que visa exponenciar o aproveitamento das potencialidades dos cursos de água e das serras da comunidade Valimar, orçada em 39 milhões de euros, deverá estar pronto dentro de 05 a 15 anos. O anúncio foi hoje feito pela Valimar, que especificou que o Centro de Mar irá englobar um edifício-farol, em Viana do Castelo, e outros projectos estruturantes para o território, nomeadamente uma marina atlântica de dimensão internacional, com mil a dois mil postos de amarração.
Um centro de desportos náuticos de nível europeu - o centro de remo de Touvedo - serviços de apoio à náutica, um centro de talassoterapia, um museu marítimo, um museu da fruição da água e um centro de investigação do mar e dos rios são outras das estruturas projectadas. A comunidade urbana Valimar integra os concelhos de Viana do Castelo, Esposende, Caminha, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca. O Plano de Criação do Centro de Mar foi desenvolvido pela Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, cujo sócio-gerente é Ernâni Lopes que refere que o futuro Centro de Mar representa o desenvolvimento económico e social da região, através do aproveitamento das valências estratégicas do mar, rio e serra, tendo como objectivo último a criação da «Cidade Náutica do Atlântico».

Fonte: Vida Imobiliária

Site de imobiliário BPI/Expresso quer liderar daqui a 3 anos

Portal vai contar com base de 750 mil imóveis

O novo site de imobiliário, resultado da parceria BPI/Expresso, que alcançar os 600 milhões de «pages views» no final do primeiro ano de actividade e atingir a liderança no final do terceiro ano. A revelação foi feita esta terça-feira pelo presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, durante a apresentação do projecto.

«Os objectivos são claros e ambiciosos», refere o patrão da Impresa

Já para o presidente do BPI, Fernando Ulrich, desta fusão vai resultar «a maior base de propriedades do país», passando a contar com 750 mil imóveis. «Queremos criar o maior projecto do país nesta área», adianta o dirigente da instituição financeira.

A par dos imóveis disponíveis, é possível ainda encontrar os preços médios por metro quadrado praticados na zona em que é feita a pesquisa.

Fonte: Agência Financeira

quinta-feira, junho 05, 2008

Moradia Leça da Palmeira (clique aqui)

Alta de Lisboa

Alta de Lisboa admite que vendas estão reduzidas, devido a crise financeira.

Promotor investe 1,5 milhões em nova marca

A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) reconheceu esta terça-feira que as vendas neste projecto urbanístico «estão reduzidas» e que falta vender cerca de 5% do que está construído.

Mas esta dificuldade em termos de comercialização não é, segundo o presidente da comissão executiva da SGAL, Amílcar Martins, «um problema só deste empreendimento», acrescentando ainda que «a Alta de Lisboa em relação aos outros projectos não é o que está pior posicionado».

O responsável garantiu ainda que durante este ano vão ser lançados novos apartamentos, isso significa, de acordo com o mesmo, «que os mesmos vão estando à disposição à medida que o empreendimento vai evoluindo», referiu durante a apresentação da estratégia do projecto para o triénio 2008-2010.

Amílcar Martins afirmou, no entanto, que «não vamos lançar apartamentos no mercado se este não tiver condições para o absorver. Temos de estar atento às evoluções da procura».

Aposta na nova marca

Quando questionado pelas contas da SGAL para 2008, o responsável não quis adiantar valores mas diz que «em 2007 houve uma melhoria em relação a 2006 e que continua a existir a uma melhoria contínua», acrescentando ainda que «estamos muito atentos à crise económica e financeira que existe».

No âmbito da nova estratégia, a SGAL acaba de mudar de imagem. Rejuvenescer a marca «Alta de Lisboa» foi o objectivo e envolveu um investimento de 1,5 milhões de euros.

A Alta de Lisboa, projecto desenvolvido em parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a SGAL, conta com 300 hectares de urbanização e prevê ainda o desenvolvimento de comércio, serviços, equipamentos socais e de lazer, estando também incluído 70 hectares de zonas verdes.


Fonte: Agência Financeira

Mercado residencial do Porto

Mercado residencial do Porto atinge taxa de oferta de 10% em 2007

Maia atinge taxa de oferta de 14,6%
A taxa de oferta habitacional na Área Metropolitana do Porto (AMP) ascendeu a 10,3% em 2007, de acordo com as estatísticas «Imométrica/LardoceLar.com».

O stock final de oferta residencial na Área Metropolitana do Porto (AMP) ascendeu a 62,1 mil alojamentos, um volume que, quando comparado com o parque habitacional da região (605 mil alojamentos, de acordo com os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística), traduz uma taxa de oferta de 10,3%.

Vila Nova de Gaia regista maior número de alojamentos

De acordo com a Imométrica, Vila Nova de Gaia é o concelho da AMP com maior volume de alojamentos em oferta na base dados, concentrando cerca de 24,4% do total do stock em oferta.

Este concelho e o do Porto concentram, em conjunto, cerca de metade da oferta residencial na AMP, com mais de 30 mil alojamentos em venda. Ainda assim, os dois concelhos têm vindo a perder representatividade no total da oferta metropolitana, com uma queda conjunta de 3,1 pontos percentuais em termos do seu peso no stock final de habitação em venda entre 2006 e 2007.

Concelhos concentram peso na oferta

Já os concelhos da Maia e de Matosinhos incrementaram o seu peso na oferta residencial em cerca de 2,6 pontos percentuais em 2007, face ao ano anterior.

Estes dois concelhos registam a taxa de oferta mais elevada da AMP, com a Maia a atingir um máximo de 14,6%.

No caso do Porto e de Gaia, a taxa de oferta foi de 11,1% e 11,4%, respectivamente.

Todos os restantes concelhos da AMP, que, conjuntamente absorvem cerca de 20% da habitação em oferta na região, apresentam taxas de oferta abaixo da média metropolitana e inclusive de apenas um dígito.

Fonte: Agência Financeira